quinta-feira, 21 de junho de 2012

2012: o Ano do Dragão


Dragão de Ai Wei Wei
Dragão do artista Ai Wei Wei http://www.zodiacheads.com/index.html 

No dia 23 de janeiro de 2012 iniciou-se o Ano do Dragão de Água. Isso quer dizer que estamos num ano propício para grandes feitos, realização de projetos e mudanças. Saber disso dá um gás, né? Então por isso, resolvi reativar esse espaço, que estava deixado às baratas, ratos e moscas desde 2010. E apesar de já estarmos em junho, ainda há muito tempo para colocar em prática aqueles planos guardados na gaveta.
O Dragão é geralmente descrito com características como dinâmico, inteligente, autoconfiante, otimista, imprevisível, carismático, impaciente, volúvel, irritável, entre outros. E os astrólogos alertam: cuidado com o otimismo e entusiamo exarcebado, pois isso aumenta exponencialmente a possibilidade de meter os pés pelas mãos e fazer daquele plano um belo fracasso. Também é um período bom pra fazer limpezas: do guarda-roupa, da estante, do corpo e da mente. Na verdade, sempre é bom se renovar e empreender planos, mas porque não aproveitar esse momento propício?
 
Também dizem que é um ano bom para se ter bebês, dada a possibilidade de boa sorte e se ter um pequenino com personalidade forte.  

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Engraçado, apesar de não ter graça



Tem gente que, de tão invisível, precisa se disfarçar de coisa para ser percebida.

(em http://www.malvados.com.br)

sábado, 3 de abril de 2010

KOLOR ante la rabia - por Juan Kalvellido


Es la extirpación o corte de parte o partes de los genitales externos de las mujeres. Es por tanto una agresión a la integridad física de las mujeres. Constituye o forma parte del ritual de iniciación que se realiza a las niñas originarias de algunos países africanos.

Se emplean diferentes términos para nombrarla:

Circuncisión femenina es el más antiguo, pero tiene el inconveniente de que resalta las escasas semejanzas con su homónima masculina y oculta las múltiples diferencias que la hacen mucho más rechazable.

Ablación (extirpación o separación de alguna parte del cuerpo), y excisión (corte) son términos neutros que hacen referencia al procedimiento empleado.

Mutilación genital femenina, es un término cargado de denotación negativa, que indica que es algo rechazable. Tiene el inconveniente de ser poco aceptable para empezar el diálogo con las personas implicadas.

Hay varias modalidades, por lo que resulta difícil de clasificar. Una agrupación usual es:

a) Eliminación del prepucio del clítoris (circuncisión), generalmente acompañada de extirpación parcial o total del clítoris (clitoridectomía)

b) Extirpación total o parcial del prepucio, del clítoris y de los labios menores dejando los labios mayores intactos (una forma de excisión)

c) Excisión del clítoris y los labios mayores y menores y sutura de ambos lados de la vulva. Se deja un pequeño orificio que permite la salida de la orina y la sangre menstrual (infibulación).


(Texto do genial "dibujante" Juan Kalvellido. Confiram: www.kalvellido.net)

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Manifesto Jornalístico - por Leandro Fortes

Abaixo, o texto publicado no blog Brasília, eu vi, do jornalista Leandro Fortes. O texto expressa a indignação com o "jornalismo" feito hoje por uma pá de jornalista mau-caráter, que se submete a chegar ao fundo do poço em troca de salários fartos, títulos, amizades, esquecendo o verdadeiro papel que o Jornalismo deve exercer na sociedade.
Uni-vos!!!
Não tem mais “barriga” nos jornais brasileiros, ninguém é sequer advertido quando faz uma cagada. Só pode ser. Ou é má fé explícita. Essa matéria recente sobre Tião Viana, na Folha de S.Paulo, tirada do nada, é uma investigação jornalística enviesada, usada para encobrir uma óbvia encomenda editorial. A assessoria do senador já havia informado à repórter sobre o fato de o imóvel estar no nome da mulher dele. Mas aí aparecem os tais “especialistas” convocados, sistematicamente, para dar suporte às chifradas jornalísticas dessa que ainda se intitula “grande imprensa”.

Olhem o trecho da chamada do portal UOL, do qual sou assinante, e, por isso, cobro duplamente:

“A assessoria do senador alegou que o terreno não foi declarado à Justiça Eleitoral porque pertencia à sua mulher, Marlúcia Cândida Viana. Mas, como o senador é casado em regime de comunhão total de bens, o imóvel pertence aos dois, segundo tributaristas ouvidos pela Folha.”

O que significa isso? A interpretação ocasional de tributaristas como mecanismo para se montar um escândalo! Não nutro nenhuma simpatia pelo senador Tião Viana, tão novo e já deslumbrado com a chaga do patrimonialismo, a ponto de ter dado à filha, em viagem de férias ao México, um celular do Senado para que ela gastasse à vontade. Coisa, aliás, que ela levou a sério: a conta foi de 14 mil reais, só ressarcidos aos cofres públicos porque a mordomia foi descoberta. Isso, no entanto, não justifica o exercício de um certo tipo, este sim, escandaloso, de jornalismo, cada vez mais difundido como normal e corriqueiro. E é coisa diária, diuturna, que despreza a inteligência alheia, o poder da internet, a capacidade de reação dos leitores e dos jornalistas, estes, culpados em última instância.

A canalha é de jornalistas, não de patrões, é preciso que se diga. Quem faz o trabalho sujo nas redações não são os donos dos meios de comunicação, são os jornalistas. O problema é que as redações, hoje, têm gente demais disponível para fazer qualquer coisa. Vive-se a primazia da má fé e louva-se a inversão dos valores como condição primordial à sobrevivência dentro do mercado. Não é verdade. É possível ser jornalista e trabalhar em qualquer lugar sem se submeter ao mau-caratismo. Arriscado, mas possível.

O pior é que nós, jornalistas, temos uma arma institucional com alto potencial de marketing corporativo, a cláusula de consciência do Código de Ética, mas a coisa virou letra fria. Tinha que ter uma campanha dos sindicatos e da Fenaj, dentro das redações, com o slogan “Isso eu não faço!”. Para o jornalista novo, o foca, o repórter que está angustiado se sentir apoiado pela categoria. Para dizer, sem medo: isso eu não faço porque é ilegal, é imoral, é desrespeitoso, é injusto, é antijornalístico, enfim.

A internet abriu uma perspectiva sem limites para se fazer alguma coisa de concreto, além de expor esse estado de coisas na blogosfera, que já é uma coisa sensacional. Eu queria muito que todos nós, jornalistas do Brasil, pensássemos na possibilidade de criar um blog coletivo, jornalístico, independente, com receita publicitária capaz de fazer as coisas funcionarem. Para se posicionar acima dessas figuras que aí estão, cheias de cargos, títulos honoríficos e salários polpudos, mas incapazes (ou capazes até demais) de entender o valor agregado da blogosfera e o potencial crítico – e realmente jornalístico – do mundo virtual.

As grandes estruturas de comunicação do Brasil têm dinheiro, crédito, pessoal e equipamento, mas, apesar de toda essa vantagem, estão aprisionadas por compromissos políticos e econômicos cada vez mais restritos. Ficam assustadíssimas, contudo, com a capacidade que a internet tem para tornar explícita essa relação e, mais ainda, colocar a nu o mundinho autista e auto-referencial no qual estão encapsuladas. Um mundo onde repórteres e colunistas escrevem uns para os outros, se auto elogiam e compartilham vaidades ensaiadas, numa tentativa patética de se parecer com quem lhes paga o salário. O resultado disso é um descolamento absoluto da realidade social, na qual se inserem de forma superficial e, por isso mesmo, descompromissada, como se fazer jornalismo fosse, como quer o STF, tarefa para qualquer um.

A Sociedade Americana de Revistas dos Estados Unidos calculou, no ano passado, que criar uma revista de papel e lança-la nacionalmente custa cerca de 15 milhões de dólares por mês. Uma, na web, sai por 100 mil dólares. Essa relação não deve ser muito diferente no Brasil. Talvez seja até mais barato. Entre 1976 e 1983, jornalistas do Rio Grande do Sul, jogados no desemprego por se posicionarem contra a ditadura militar, fundaram e tocaram o Coojornal, uma experiência jornalística corajosa e altamente profissional, baseada no cooperativismo. Talvez seja a hora de pensarmos em algo semelhante, antes que só restem maus exemplos – embora, dizia Santo Agostinho, sejam esses os melhores exemplos para quem se disponha a aprender, verdadeiramente, a diferença entre o bem e o mal.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Marina, a mídia e as eleições


"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desejou que a senadora Marina Silva (AC) seja feliz na opção que fez, de deixar o PT, com a promessa de entrar no Partido Verde (PV) e disputar a sucessão dele no ano que vem. E levantou dúvidas sobre a possibilidade de ela dividir o eleitorado petista e tirar votos da candidata oficial, Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil, lançada por Lula dois anos antes da eleição."
Quando o debate começar a incomodar o interesses daqueles que pagam anúncios e publicidade, dos investidores e outros "ruralistas" e empreendedores predadores, certamente o tom otimista com que os jornais vem anunciando a saída de Marina Silva do PT e sua possível candidatura para presidência em 2010 será prejudicado. Marina encarna algumas características que agradarão àqueles que esperam um "terceiro mandato": carisma e origem humilde são algumas delas. Inocência daqueles que pensam que Dilma poderá se beneficiar do carisma e aceitação do presidente Lula para se eleger em 2010. Marina se torna uma opção, mesmo em meio a um contexto de desapontamento e frustração em relação aos líderes da "esquerda" eleitos, outrora, como alternativa à apática e corrupta política vigente.