Não conheço ninguém que não tenha medo da morte. Seja da própria morte ou da morte do outro. De todos os sentimentos que tive até hoje, o mais doloroso foi o da perda de alguém.
Hoje, dia 28 de outubro de 2007, faz um ano que meu irmão morreu. Até o dia de sua morte, eu desconhecia o valor da presença das pessoas. Até então, tudo estava ali - dado, consolidado, "permanente". Estava tão "permanente" que eu demorei quase o dia todo para digerir a notícia. Meus pais choravam, todo mundo ligando na minha casa e eu, inerte. Como assim 'morreu'? Que brincadeira é essa? Então, quando a idéia do "nunca mais" começa a surgir na mente é que o banzo baixa com todas as forças no corpo. "Nunca mais ele vai almoçar comigo"."Nunca mais vamos brigar". "Nunca mais vou ouvir sua voz". "Nunca mais vamos rir juntos".
A partir disto é que os olhos começam a marejar, a garganta fica apertada e o peito parece um buraco, um abismo. Acabou. Perdeu. Fim.
Se não há mais nada a fazer, resta chorar, ouvir as palavras de conforto e abraçar os amigos. Mas muito além disso, resta dar mais atenção à quem ficou. E é então que você percebe o quanto foi desleixado e ausente com os outros. É então que o medo de perder mais alguém fica latente. A efemeridade faz com que tudo fique mais valioso e faz cada momento, único.
E assim a morte valoriza a vida.
Hoje, dia 28 de outubro de 2007, faz um ano que meu irmão morreu. Até o dia de sua morte, eu desconhecia o valor da presença das pessoas. Até então, tudo estava ali - dado, consolidado, "permanente". Estava tão "permanente" que eu demorei quase o dia todo para digerir a notícia. Meus pais choravam, todo mundo ligando na minha casa e eu, inerte. Como assim 'morreu'? Que brincadeira é essa? Então, quando a idéia do "nunca mais" começa a surgir na mente é que o banzo baixa com todas as forças no corpo. "Nunca mais ele vai almoçar comigo"."Nunca mais vamos brigar". "Nunca mais vou ouvir sua voz". "Nunca mais vamos rir juntos".
A partir disto é que os olhos começam a marejar, a garganta fica apertada e o peito parece um buraco, um abismo. Acabou. Perdeu. Fim.
Se não há mais nada a fazer, resta chorar, ouvir as palavras de conforto e abraçar os amigos. Mas muito além disso, resta dar mais atenção à quem ficou. E é então que você percebe o quanto foi desleixado e ausente com os outros. É então que o medo de perder mais alguém fica latente. A efemeridade faz com que tudo fique mais valioso e faz cada momento, único.
E assim a morte valoriza a vida.


