domingo, 18 de novembro de 2007

Tempestade e ímpeto!

Aos Leitores Amigos

Poetas não podem calar-se,
Querem às turbas mostrar-se.
Há de haver louvores, censuras!
Quem vai confessar-se em prosa?
Mas abrimo-nos sob rosa
No calmo bosque das musas.
Quanto errei, quanto vivi,
Quanto aspirei e sofri,
Só flores num ramo — aí estão;
E a velhice e a juventude,
E o erro e a virtude
Ficam bem numa canção.

Johann Wolfgang von Goethe


O Romantismo Alemão surge praticamente no final do século XVIII, como uma forma de reação à ostensiva campanha do Iluminismo a favor da razão. O movimento vem elogiar a capacidade do homem de sentir, de se emocionar, desvalorizando a idéia do homem-máquina, realizador de cálculos, prisioneiro da lógica.
O respeito do homem às suas próprias emoções proporcionaria ao ser a verdadeira capacidade de apreender conhecimentos, deixando de lado o uso unicamente da razão, que servia como uma ferramente cientificista, limitadora desse aprendizado.
Uma das características do Romantismo Alemão foi a presença do Sturm und drang, ou Tempestade e ímpeto, ilustrando essa atitude de valorização dos sentimentos e da natureza. O sturm und drang é uma ode à paixão, à vivência. Os sentimentos estão livres, aflorando em sua essência primitiva. Essa valorização da vida, segundo os românticos em questão, proporcionaria o desenvolvimento pleno do indivíduo, diferentemente do Iluminismo, então corrente dominante.
Na arte, o clima sturm und drang também produziu efeitos, deixando o artista mais livre para compôr suas obras, sem ter em mente a preocupação em seguir regras pré-estabelecidas. Essa liberdade impressa na arte a torna vibrante, apaixonada. No campo da literatura, o nome de Goethe é um ícone dessa tempestade, desse ímpeto.
Goethe escreveu vários dramas, nos quais Werther teve grande repercussão. Com um histórico pessoal de vários amores fracassados, Johann Wofgang von Goethe possuía uma vasta experiência emocional para escrever suas histórias de forma apaixonada, doando-se em cada e para cada personagem. A experiência e a liberdade imprimem legitimidade à obra, aproximando-se do leitor à medida que este se identifica com a história...

Falando nisso, alguém tem o Werther pra me emprestar?

3 comentários:

Thiago_chvs disse...

No mínimo muito interessante.

ia dar uma excelente discussão em um... buteco

Anônimo disse...

eu tenho o werther :P

Anônimo disse...

falando nisso a senhorita já terminou com meu "A mosca azul"? >P hahaha