
Sábado, para mim, é um dia para ficar em casa. Não que eu não goste de sair, mas devido ao fato de passar a semana inteira longe, é um momento esperado pra descansar e matar a saudade dos véio. Para completar, sábado passado acordei meio doente, com a garganta inflamada. Juntando a fome com a vontade de comer, passei o dia de molho. Sem dinheiro pra alugar um filme e sem vontade de ficar sentada no computador, grudei na televisão. Como na minha casa tem parabólica, dá pra escolher alguns programas melhores. No canal da Radiobrás, assisti aos programas Mundo da Literatura e Mundo da Fotografia, ambos muito bons. No primeiro rolou uma entrevista com o escritor Alexei Bueno e com o finado Bruno Tolentino. Depois troquei para o canal Futura. A sua programação do sábado é muito boa. Não vou citar todos que assisti, mas destaco o Umas Palavras, programa de entrevista com escritores que nesta edição entrevistou o Mario Vargas Llosa - descobri-o muito simpático e crítico de Hugo Chavez.
Mas a razão de ser deste post é o filme Depois da Vida, de Hirokazu Kore-eda. Com o título original Wandafuru Rifu (sim, sim, Wonderful Life), o filme se passa num lugar - que não nesta Terra de meu deus - para onde os mortos vão quando morrem. Neste local, os recém-falecidos precisam escolher o melhor momento de suas vidas para que seja recriado, se tornando a única lembrança que levará para sempre. Nessa espécie de "escritório" pós-morte, existem os guias, que também estão mortos - mas secretamente trabalham ali porque nao conseguiram escolher sua memória - os quais explicam que o prazo para a escolha da memória é de três dias. Várias histórias são relembradas e algumas pessoas não têm histórias para relembrar... o drama de olhar para trás e descobrir que a vida não proporcionou nada. O filme é muito bonito, simples e, particularmente, me fez refletir bastante.
Qual memória você escolheria para levar para sempre?


6 comentários:
Eu j� tive aulas com o Alexei Bueno quando morava em S�o Paulo, ele � roteirista de cinema al�m de escritor.
Esse filme parece interessante, vou procura-lo. Bom saber.
Que sábado cult' esse seu, hein?
Sobre o filme, eu acho que eu só posso estar nesse mundo aí. Minha vida é: metade viver coisas novas, metade recordar aquilo que já vivi.
Trago boas recordações tão antigas que parece que nem foi nessa vida que as vivi.
=* ;]
Que roteiro perturbador hein!
me deu curiosidade pra ver o filme!
eu sinceramente não saberia que memória escolher, algo muito complexo, com certeza seria algo relacionado a minha família, mas mesmo assim, é dificil imaginar qualquer coisa assim de bater pronto!
ehehe
beijo kami!
Compartilho do gosto pela beleza proposta do filme, mas não é fácil imaginar vc mostrando um filme desses para alguém e a pessoa com o pensamento de que escolheria uma memória por eliminação (a "menos piorzinha", como não perder a magia do filme aceitando esse tipo de pensamento)? Um dos problemas quando tratando de mentalidades ocidentais e orientais (falando assim despretenciosamente das minhas frustrações com o senso comum >P).
canal ?
Pois é amigo, eu também assisti esse filme e me emocionei muito. Exatamente como você. Estava de bobeira vendo TV e de repente parei no Futura, E acabei vendo um filme simplesmente belo.
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